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Duelo de titãs

DUELO DE TITÃS
Direção: Boaz Yakin, 2000

dueloPor Adilson Souza ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ) e Bruno Mathias ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. )

Trata-se de um filme instigante, baseado em uma história real que retrata uma passagem da história americana em que se configuravam os (fortes) conflitos raciais.

O filme permite diversas analogias com o contexto empresarial, dado o momento atual em que grandes corporações se fundem fazendo com que os choques culturais sejam inevitáveis.

Ótimo para observarmos as estratégias no que diz respeito à Gestão de Pessoas, em especial no tocante ao processo de desenvolvimento de liderança e formação de equipes.

Pode-se também evidenciar os estilos de liderança necessários para cada situação, a chamada Liderança Situacional, e, mostrando sua aplicação, o técnico Herman Boone (Denzel Washington) demonstra uma competência fundamental para um Gestor: a identificação de lideranças e talentos.

Como profissional, Boone se encontra em momento crucial da carreira: a chance de ouro lhe é oferecida, e ele sabe que precisa fazer esse momento acontecer da melhor forma.

O ponto principal: o que significa, exatamente, “fazer acontecer da melhor forma”? A correlação com o mundo corporativo nos responde: trazer os resultados. OS MELHORES RESULTADOS.

Alguns dados importantes: ele (Boone) é seguro de si. Sabe de suas qualidades e competências, e define suas estratégias para conduzir o time ao objetivo - ser campeão da temporada. É claro que, primeiramente, ele tem de montar um time, já que o início apresenta um iminente processo de mudanças drásticas para os valores instalados na própria sociedade, e os jogadores, brancos e negros, não se vêem como tal.

É momento de se colocar em prova tudo aquilo que se idealiza. As provocações e circunstâncias o farão sair do caminho (trilho)?

O novo técnico assume também um papel muito maior do que lutar apenas para ser vencedor no campeonato. Ele significa a esperança de toda uma parcela excluída da sociedade: a da população negra. Sendo visto como um “salvador”, ele tem que lidar com altas expectativas de quem o apoia. A pressão, os desafios e obstáculos aumentam.

Boone sabe do que precisa, e utiliza suas melhores estratégias para conseguir. Ele precisa de um time. Um time que não existe, por falta de coesão, de respeito entre todos os integrantes. Essas estratégias adotadas incluem cobrança demasiada, muito treino, e, explicitamente, nas palavras do técnico, autoritarismo. A Liderança Situacional representa as variações no estilo de liderança aplicado, dependendo da situação apresentada, e nos traz questões provocativas. Por exemplo, o autoritarismo é um modelo válido, ainda nos dias de hoje? O seu grupo de liderados, as características do ambiente e o momento vivenciado podem validar esse estilo de liderança?

Se sua resposta for “sim”, acrescente uma variante: o quanto esse estilo, portanto, deve perdurar?

Assim, vemos ser esse um filme muito rico em análises das relações humanas. O próprio contexto particular que envolve os dois técnicos, merece destaque, assim como a análise do papel do técnico auxiliar do time, o que poderá ser feito em outra oportunidade. Descrevemos aqui algumas de todas essas relações, e muitas outras, com certeza, você irá encontrar (e será muito valioso se desejar compartilhar conosco!).

Se você estiver certo de onde quer chegar, suas possibilidades de ser bem sucedido serão aumentadas. E lembre-se: mais importante do que a velocidade é a direção!

Um desafio adicional: Dentre os integrantes do time, um exerce um papel fundamental para a integração de todos. Você é capaz de identificar qual? (Uma dica: não é o líder formal nem dos “brancos”, nem dos “negros”, utilizando essa separação apenas de forma didática, em relação ao que o filme apresenta).

Beijo no coração

Abraços

Obs.: Escrito e compartilhado com as turmas dos MBAs da USCS em São Caetano do Sul (SP), na disciplina Estratégias na Gestão de Pessoas.

 

Dança com lobos

DANÇA COM LOBOS
Direção: Kevin Costner, 1990

dancacomPor Adilson Souza ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. )

O filme retrata a história de ocupação das terras indígenas pelos “homens brancos”.

É excelente para trabalhar com valores, princípios, estratégias, visão de curto, médio e longo prazo, além de liderança e habilidade de adaptação e estabelecimento do vínculo de confiança.

Mas aqui irei me ater a apenas três aspectos: estratégias, liderança e equipes. O primeiro aspecto – Estratégia – é bastante evidenciado quando o inverno já mostra seus primeiros sinais e a tribo já percebe a escassez de suprimentos (carne e pele de búfalos). Neste momento, a procura por uma manada já durava algumas semanas e o desespero já beirava as famílias daquela tribo, quando, numa determinada madrugada, de uma belíssima lua cheia, os índios em suas ocas foram acordados com um tremor de terra. Era um indício de que alguma manada passava por aquelas redondezas. Os chefes, então, silenciosamente, se organizaram e foram até o topo de uma montanha e assim localizaram a manada. Estavam eufóricos, mas naquele momento não atacaram, pois precisariam observar “quem” era o líder da manada. Essa era a principal estratégia dos índios. E então, localizado o líder da manada, eles o acompanharam e o abateram. Como uma manada de búfalos leva certo tempo para eleger outro líder, os índios teriam tempo suficiente para angariar o que fosse necessário, e somente o necessário, para superar o próximo inverno.

Diante dessa analogia, enalteço o segundo aspecto – Liderança – e podemos então estabelecer uma comparação com a boa parte das organizações, as quais possuem apenas um líder (Equipes de Líder Único): quando você o tem, ótimo! Quando não, há um monte de gente “batendo cabeça”. No entanto, não se pode entender que Equipes (o terceiro aspecto) de Líder Único são ruins. O que define sua qualidade ou eficiência será a situação, por isso também estabelecemos a analogia com a Liderança Situacional.

Em contrapartida, podemos trazer outro modelo: o da disposição dos gansos selvagens, os quais pela própria disposição em “V” conseguem potencializar o vôo e economizar 75% de energia. E também esse modelo não é de todo bom, pois o que define sua eficácia e assertividade é a situação.
E que tal gerar uma fusão dos modelos? Teríamos então o “Vôo dos Búfalos” ou a “Manada de Gansos”. Força, Direção e Flexibilidade.

Saboreiem a história e desfrutem de um filme que também recebeu o Oscar em Fotografia. Vocês entenderão o porquê.

Divirtam-se
Beijo no coração
Abraços

OBS: Comentários e analogias realizados com as turmas da pós-graduação da ESPM na disciplina Liderança e Gestão de Equipes.

 


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