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Home News Artigos 26/out/2009 - O Todo
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Autor: Leandro Machado

Para começar este artigo, gostaria de uma rápida reflexão:

“Sempre nos ensinaram a ver o todo, ou nossa visão foi sempre dirigida para enxergar o mundo segmentado?”

Puxem na memória se as frases abaixo não são constantemente ouvidas:

“Poxa vida, me solicitaram um relatório, é claro que não fiz, ninguém nunca me ensinou”
“ Meu chefe não valoriza meu trabalho, tenho certeza que faço tudo certo, ele é que não sabe enxergar todo meu potencial”
“ Não consigo um emprego melhor, dizem que é devido à falta de estudo, mas meus pais nunca me deram oportunidade de estudar”
“ A situação está difícil, mas, também, vivendo nesse País de desigualdade, isso é até natural”


Impressionante como nós, brasileiros, por uma questão cultural, temos a facilidade de encontrar um culpado para tudo, utilizando esse vitimismo como uma perfeita desculpa para nossas decepções e fracassos.

E por que será que para coisas que nos dão prazer, não utilizamos desta tática?
- Seu time pode perder, mas você escolheu torcer por ele;
- O sapato pode machucar seu pé, mas você escolheu usá-lo pois combina com sua roupa;
- A cerveja pode até não estar tão gelada, mas você escolheu a marca que mais gosta.

Na vida, tudo é uma questão de escolhas, e estas escolhas influenciam nossa vida como um “todo”.

Como diz o provérbio chinês: “você pode escolher o que semear, mas é obrigado a colher o que plantou”. Portanto, faça suas escolhas e ame-as.

No âmbito organizacional, “o todo” tem a ver com Visão Holística ou Visão Sistêmica, que trata a forma de enxergarmos os processos em suas diversas partes, tendo consciência que todas essas partes vão compor “o todo”.

“É importante ter claro que “o todo” não é mera soma das partes, mas delas depende. É como uma visão totalmente abrangente de tudo que suas ações poderão causar em toda a organização.” (Fritjof Capra).

Para que uma Visão Holística / Sistêmica seja eficiente, é necessário que você conheça, ainda que não profundamente, todos os segmentos e ramificações que sua organização possui. Além disso, é primordial que você esteja atento aos acontecimentos internos (alterações de regras, promoções, enquadramentos, etc) e externos (fusões, política, mercado de trabalho, etc), ou seja, tudo que pode influenciar seu negócio.

Como constatamos, a ausência desta competência (Visão Sistêmica) faz com que o indivíduo se feche em seu mundo e trave sempre uma batalha pelo “meu”. È comum ouvir: “meu departamento”, “minha equipe”, “meus funcionários”, “minha mesa de trabalho”, praticando então a Visão Sistêmica somente nas atividades que executam.

Na sociedade, o quadro se repete. A maioria se preocupa somente com sua dor e aflição, não existe uma preocupação generalizada com o “todo”. Por exemplo, existem indivíduos que destroem telefones públicos e ainda dizem: “Não é meu mesmo”.

Lembre-se sempre que você é uma parte do Universo e suas atitudes vão contribuir para um futuro próximo, basta você escolher como será sua contribuição para “o todo”.

“Um ponto de vista é só um ponto”
(Autor desconhecido)

Opinião elaborada a partir de tema discutido em sala de aula com os alunos da Pós Graduação do INPG de São José dos Campos – Turma A de 2009 – Gestão Estratégica de Negócios.

Fonte de pesquisa: Santiago, Antonio Cláudio Queiroz; “As Competências das Pessoas – Potencializando seus Talentos” – DVS Editora, 2008.

Última atualização em Qua, 16 de Dezembro de 2009 10:02