JA Newsflash

Home News Artigos 25/02/2010 - Opinião: É possível ser eficiente e eficaz quando estamos fora da rota?
PDF Imprimir E-mail
É possível ser eficiente e eficaz quando estamos fora da rota?
Por Rose Aparecida de França ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. )

 

Quando falamos em eficiência e eficácia logo vêm à mente as palavras: objetivos e processos. Será que é possível ser eficiente e eficaz, ou seja, ser ágil, rápido nos processos e alcançar os resultados almejados quando estamos executando algo que não nos preenche?

Será que vale a pena arriscar projetos, imagens, tanto da empresa quanto do colaborador, simplesmente porque precisamos ser multiuso e multifuncional, como o mundo dos negócios nos dita?

Será realmente que vale a pena?

Quando digo “fora da rota” quero dizer fazer algo para o qual não temos aptidão, não gostamos, que não está dentro de nossas melhores competências.

Sabemos que podemos desenvolver competências e aptidões com treino, persistência e atitude, mas será que é só isso que conta?

Podemos sim executar as tarefas com responsabilidade e até mesmo competência, mas o grande “X” da questão está em refletir: quanto estou sendo eficiente e eficaz, se realmente estou fazendo o máximo, e mais, utilizando o melhor de minhas competências.

Ser um colaborador ou até mesmo um líder mediano nos dias de hoje não é negócio para empresa e muito menos para o profissional, pois estamos vivendo no mundo em que tempo e qualidade são fatores de competitividade. Profissionais alinhados e “dentro da rota” são mais eficientes e eficazes. Não basta fazer certo, adicionar agilidade, rapidez e energia. Não basta alcançar resultados, é necessário que estes sejam alcançados de forma espetacular e principalmente sejam sentidos pelo grupo e líderes como vitória e não como algo que nos tenham custado noites sem dormir, estresse negativo como se a obrigação pesasse mais do que a satisfação de realizar.

Portanto, é importante que, na hora da seleção, as pessoas sejam questionadas e avaliadas quanto às suas verdadeiras aptidões, do que gostam, e suas habilidades para que estas sejam verdadeiramente membros da equipe, comprometidos e envolvidos com a organização.

Não adianta tentar colocar uma porca num prego, pois não há encaixe. Pode até segurar um pouco, mas com o tempo vai cair e danificar o equipamento. Na verdade compromete toda engrenagem.

Imagine quantas porcas são colocadas em pregos numa empresa, é como se tentasse vestir uma camisa P numa pessoa que veste GG ou uma camisa GG em alguém que veste P. Não dá!

Enfim, muitos ajustes precisam ser feitos, muitas rotas ser redefinidas, mas para isso é necessário assumir esta responsabilidade e olhar os profissionais como pessoas que pensam, sentem e que possuem competências únicas que podem e devem ser melhor aproveitadas. Assim, é necessário ter sensibilidade e um olhar mais humano quando se contrata um profissional para fazer parte do seu Time.