24/ago/2009 - O RH que funciona |
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Algum tempo atrás, recebi um e-mail de um grande amigo, pessoa interessante que conheci na graduação de Administração de Empresas. Neste e-mail ele perguntava sobre a vida, os contatos, o trabalho e todos os outros temas de praxe que utilizamos quando não vemos alguém há algum tempo, logo depois ele dizia: “Gostaria de saber se é possível me indicar alguma vaga na área de RH, sou um profissional generalista com foco em resultados”. Por coincidência ou não, naquela manhã havia recebido um e-mail de um headhunter justamente com uma vaga de RH, resolvi então enviar a vaga para meu amigo. Instantes depois ele me retornou agradecendo, mas dizendo que não era bem o que procurava e que não concorreria à vaga por estar fora de seu perfil. Intrigado, resolvi ler o anúncio com mais atenção:
Mas não foi exatamente isso que ele tinha me solicitado? Liguei para ele para entender melhor a situação e então ele me disse que o fato de atuar frente às áreas estratégicas da empresa não fazia parte de sua expertise. Despedimo-nos, e desliguei o telefone pensativo. Qual o papel do profissional de RH? Para mim o sonho de qualquer profissional de Recursos Humanos é atuar de forma estratégica nas empresas, já há algum tempo os músculos estão sendo substituídos pelo cérebro e a força operacional antes tão valorizada, já não é ponto principal para contratação. De que adianta aprimorar conhecimentos, freqüentar cursos de Pós ou MBA’s, assistir a congressos e palestras sobre as mais novas tendências da área se seu desejo é apenas executar tarefas que lhe são solicitadas. Certamente, em algumas empresas, o que pode levá-lo a contratação é seu currículo, mas o que vai mantê-lo na organização são suas atitudes; Atitudes passivas, que aguardam uma ordem, uma determinação e que se limita a entregar somente o que lhes foi solicitado está longe do perfil do profissional de Recursos Humanos, para isso existe há muito tempo a terceirização de atividades. Seus conhecimentos não serão vistos e reconhecidos se você não ousar em exercitá-los e demonstrá-los de forma assertiva, claro, sempre respeitando a cultura da organização em que você está inserido. Bater no peito e se orgulhar de um RH que entrega sem atrasos e sem erros uma grande e pesada Folha de Pagamento pode até ser um fator para se orgulhar, mas quando seu CEO lhe questionar sobre: - O que o RH tem feito para atrair, desenvolver e reter talentos? Sem preparação talvez a resposta mais coerente para fornecer neste momento seja: Acabo de contribuir para o aumento do absenteísmo da empresa, até logo. Autor: Leandro Machado ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ) |
| Última atualização em Qua, 30 de Dezembro de 2009 09:02 |